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positivosim@gmail.com Sou um cara normal, que contraiu o HIV em uma relação homossexual monogâmica (ao menos da minha parte). O resto vai ser postado aqui nesse blog...
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Amor x Carência x Sexo

 

Tenho pensado bastante na minha atual situação no que diz respeito à sexualidade.

Não namoro há alguns anos, e não vejo nenhuma relação disso com o vírus.

É claro que o namoro pode ser complicado para um soro+, mas isso não foi um impedimento no passado.

Acredito que a ausência de namoro por muito tempo para mim foi conseqüência do somatório de sentimento de falta de independência, quando retornei ao RJ, somado a uma cirurgia que me trouxe efeito colaterais que eram desconhecidos por mim.

Há uns 4 ou 5 anos atrás fiz uma postectomia (cirurgia de fimose). Se bem me lembro, estava namorando nessa época. Tinha voltado a um relacionamento que não havia dado muito certo e que terminou um pouco antes de eu me mudar para BH.

Após a cirurgia, sentia muita dor, que impossibilitava até mesmo o fato de colocar o preservativo (impossibilitando a relação em si). Com o tempo isso passou, mas a sensibilidade diminuiu drasticamente. Meu urologista e minha psiquiatra insistiram que isso não era fato, mas meu urologista não fez a cirurgia após adulto e a minha psiquiatra é mulher, logo como eles poderiam saber?

Conversando com um tio que também havia feito a mesma cirurgia após adulto, ele me disse que também sentiu perda de sensibilidade. Sendo assim, estou há bastante tempo no celibato.

Muitas pessoas com quem conversei me disseram achar isso absurdo, mas isso é o que eles pensam. Como sou bastante romântico, e sexo pelo sexo não é algo que me interesse comecei a questionar não a mim, mas aos outros.

Até onde o sexo é um ato hedonista e até onde é uma forma de buscar intimidade?

Será que muitas pessoas não usam o sexo como forma de suprir carência emotiva?

Será que utilizam o sexo como busca de amor?

Em caso positivo, muitas coisas passam a fazer sentido para mim, pois não me acho carente, e tampouco busco o amor, pois sei que sou por demais amado.

Outro dia estive com duas amigas mais do que queridas, mas realmente amadas. Uma delas não via há muitos e muitos anos, mas nosso encontro foi o mais natural possível, como se a convivência diária que tínhamos há mais de 20 anos atrás nunca houvesse terminado.

Não me sinto carente, pois tenho a certeza que amo e sou amado. Não um amor romântico, mas de forma alguma menor ou menos importante. É simplesmente amor, e amor eterno.

Como sou feliz de ter essas amizades!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ANONIMATO - Preconceito de quem?

Tenho pensando bastante de um tempo para cá em abandonar o anonimato desse Blog e postar com meu próprio nome. Não é algo que ainda decidi, mas é um pensamento que não me abandona.

Conversando com alguns amigos me veio a seguinte questão: de quem será o preconceito, meu ou dos outros?
Tirando uma única vez, todos os outros namorados que tive não se importaram com o fato de eu ser soro+. Sei que o preconceito existe, mas talvez o meu seja maior e me impeça de viver muitas coisas boas.

Recebi um post de uma rapaz bastante corajoso, que publicou um livro a partir de seu BLOG.

Fica aqui a dica: