Quem sou eu

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
positivosim@gmail.com Sou um cara normal, que contraiu o HIV em uma relação homossexual monogâmica (ao menos da minha parte). O resto vai ser postado aqui nesse blog...
Google
 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ANONIMATO - Preconceito de quem?

Tenho pensando bastante de um tempo para cá em abandonar o anonimato desse Blog e postar com meu próprio nome. Não é algo que ainda decidi, mas é um pensamento que não me abandona.

Conversando com alguns amigos me veio a seguinte questão: de quem será o preconceito, meu ou dos outros?
Tirando uma única vez, todos os outros namorados que tive não se importaram com o fato de eu ser soro+. Sei que o preconceito existe, mas talvez o meu seja maior e me impeça de viver muitas coisas boas.

Recebi um post de uma rapaz bastante corajoso, que publicou um livro a partir de seu BLOG.

Fica aqui a dica:


sábado, 6 de dezembro de 2014

Vida Nova

E eu sumi novamente, mas cá estou de volta.

Minha vida não andava nada fácil, e tenho um problema sério para escrever se não estou bem, principalmente aqui. Isso se dá por dois motivos: primeiramente pelo fato de que não quero que esse seja um espaço para baixo, pessimista, porém um lugar onde as pessoas possam comentar e se sentir melhores; fora isso, respeito e dou valor às palavras, e ao materializar um momento ruim em um texto, para mim é como se o momento passasse a ser eterno.

Tive praticamente um "nervous breakdown", sem relação alguma com o HIV.
Estava trabalhando em uma empresa estrangeira, com uma equipe bastante pequena no Brasil, onde o clima era péssimo, exercendo funções que nada me agradavam. A exaustão emocional era tamanha, que ao chegar em casa eu só tinha forças para jantar e dormir para acordar no dia seguinte e iniciar tudo novamente. Ocorreu então a troca do meu chefe, e a pessoa que o substituiu apenas delegava e me cobrava o que não era prioridade, interrompendo diversas vezes meu raciocínio e meu planejamento durante o dia. Desagradável, é claro, mas quando passou a me tratar de forma grosseira, para mim ficou intolerável. 

Como sou ansioso, passei a ter crises de ansiedade absurdas, e minha pressão, que estava regularizada voltou a descompensar. Em uma manhã, antes de ir trabalhar, tive um pico de pressão absurdo. Assim quebrei!

Não gosto de passar meus problemas para os meus amigos e família, tento segurar, tentar resolver comigo mesmo. Não sei chorar por mim (sou uma manteiga derretida para filmes, quando vejo uma pessoa querida sofrendo pela perda de um ente amado, mas por mim não sei chorar), contudo eu descompensei. A ansiedade somada ao desconforto dos sintomas do pico de pressão me fizeram desabar. Chamei minha mãe para conversar e simplesmente me debulhei em lágrimas, muito pelo fato de estar me sentindo fora de controle (confesso que ri um pouco também em meio ao choro, pois achei a situação meio absurda e desproporcional).

Enfim, chega de prolixidade. Resolvi mudar! Pedi demissão para perseguir a área profissional que me agrada, afinal já estava mais que na hora de parar de pensar em emprego e buscar uma carreira. E assim começa um novo capítulo na minha vida! A questão é correr atrás de nossa felicidade. Mente sã, corpo são!

Vejo e admiro minha prima querida, que escolheu uma carreira que não é das mais fáceis, mas é focada, empenhada e está construindo uma bela vida pessoal e profissional. Quando a escuto falando sobre as aulas de artes que prepara para os alunos percebo o quanto se empenha e como deve ser fantástico assistir.

Voltando ao meu pedido de demissão e ao HIV, acho importante esclarecer que o portador do HIV ou seu dependente pode sacar o FGTS, bastando levar a documentação necessária.
Para mais detalhes, basta acessar o site da Caixa. 

Como não posto nada há muito tempo, não posso deixar de dar a dica de um filme maravilhoso que vi há pouco tempo:

Philomena


Irlanda - A ingênua Philomena Lee perdeu a virgindade e engravidou ainda adolescente. Foi deixada pelo pai aos cuidados das freiras de Sean Ross Abbey, em Roscrea, no coração da Irlanda. Junto com outras mães solteiras, Philomena trabalhava durante longas horas na lavanderia do convento, dirigido pela severa irmã Hildegard, e só podia visitar o filho Anthony uma vez ao dia. Quando ele estava com três anos de idade, foi entregue para adoção, sem que a mãe sequer fosse consultada.

Philomena casou, teve uma filha, envelheceu, e jamais deixou de pensar em Anthony, embora tenham sido frustradas cada uma das tentativas para encontrá-lo. As coisas começam a mudar quando sua filha Jane pede ajuda a um jornalista para descobrir o paradeiro do irmão. Recentemente desempregado, o escritor Martin Sixsmith deixa de lado suas pesquisas sobre a história russa para se engajar na busca pelo filho perdido de Philomena Lee, elaborando um artigo de "interesse humano", gênero que ele considerava inferior. Mas a convivência com Philomena toca o coração do cético jornalista.

Sinopse retirada de By Star Filmes